terça-feira, 5 de junho de 2007

O direito dos animais

Quase todos nós crescemos comendo carne, usando couro e freqüentando circos e zoológicos. Muitos de nós compramos nossos queridos animais domésticos em pet shops , tivemos porquinhos da índia, e conservamos bonitos pássaros em gaiolas. Nós usamos lã e pele, comemos hamburguers no MacDonald´s e pescamos. Nós nunca consideramos o impacto destas ações nos animais envolvidos. Por alguma razão, você agora está se perguntado: por que os animais deveriam ter direitos?

No seu livro Libertação Animal, Peter Singer afirma que o princípio básico da igualdade não requer igual ou idêntico tratamento, requer igual consideração. Esta é uma importante distinção quando se discute sobre direito dos animais. As pessoas frequentemente perguntam se animais deveriam ter direitos, e a resposta é simples: “sim!” Animais certamente merecem viver suas vidas livres do sofrimento e da exploração. Jeremy Bentham, filósofo difusor do o utilitarismo[1], afirma que ao se decidir sobre a existência dos direitos, “a questão não é ‘eles podem raciocinar? Ou ‘eles podem falar?’, e sim, ‘eles podem sofrer?’’’. Nessa passagem, Bentham aponta a capacidade de sofrer como característica vital que dá à existência o direito à igual consideração. A capacidade de sofrimento não é uma característica como a capacidade de comunicação ou de realizar cálculos matemáticos. Todos os animais têm a habilidade de sofrer da mesma forma e na mesma gradação que os humanos. Eles sentem dor, prazer, medo, frustração, solidão e amor maternal. Toda vez que considerarmos fazer algo que possa interferir em suas necessidades, nós estamos moralmente obrigados a levá-los em conta.

Defensores dos direitos dos animais acreditam que animais têm um valor inerente completamente dissociado de sua utilidade para humanos. Nós acreditamos que cada criatura que vive tem o direito a fazê-lo livre de dor e sofrimento. O direito dos animais não é só uma filosofia – é um movimento social que confronta a visão tradicional da sociedade de que não-humanos existem somente para o uso humano. Como disse Ingrid Newkirk, fundadora do PETA[2], “No que se refere a dor, amor, diversão, solidão e medo, um rato é como um porco, que é como um cão, que é como uma criança. Cada um deles valoriza sua vida e luta por ela”.

Somente o preconceito nos permite negar a outros direitos que nós esperamos ter para nós mesmos. Seja com base na raça, gênero, orientação sexual ou espécie, o preconceito é moralmente inaceitável. Se você não comeria um cão, por que comer um porco? Cachorros e porcos tem a mesma capacidade de sentir dor, mas é o preconceito baseado em espécie (especismo[3]) que nos permite pensar em um animal como companhia e em outro como alimentação.

Texto extraído do site: http://www.peta.org/about/WhyAnimalRights.asp. Tradução livre.
[1] Sobre utilitarismo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Utilitarismo
[2] Site do PETA: http://www.peta.org/
[3] Sobre o especismo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Especismo

Um comentário:

Fátima Gomes disse...

Que felicidade ter você de volta ao mundo dos blogs minha linda!!!!!
Quem sabe assim eu me animo a voltar a luta.....
ADOREI !!!!!
Bjs
Mother